Coluna André Bona

Como ganhar dinheiro com a queda das ações?

Você sabia que é possível ganhar dinheiro com a queda das ações na bolsa de valores? Investidores que já possuem uma maior familiaridade com o mercado financeiro sabem que isso é possível, mas o fato é que a maior parte dos investidores desconhece esta interessante alternativa de gerar rentabilidade no mercado financeiro até mesmo em momentos de queda.

Este processo é possível graças ao aluguel de ações – uma transação na qual papéis que fazem parte da carteira de um determinado investidor são alugadas por outros investidores. Esta prática é simples, legal e bastante corriqueira – podendo ser utilizada por qualquer um que deseja incrementar seus ganhos e aproveitar todas as oportunidades que o mercado pode oferecer.

O artigo de hoje é sobre este tema. Continue a leitura e descubra como ganhar dinheiro com a queda das ações no mercado brasileiro.

Ganhar dinheiro com a queda das ações: como é possível?

A primeira dúvida dos investidores quando o assunto é ganhar dinheiro com a queda das ações está relacionado ao processo em si do aluguel de ações. Afinal, como seria possível alugar uma ação de outra pessoa e ganhar dinheiro com isso?

Saiba como funciona o aluguel de ações a seguir e entenda como qualquer investidor consegue ganhar dinheiro com a queda das ações – seja alugando suas ações ou realizando operações especulativas de venda de papéis no mercado em queda.

O aluguel de ações

O processo em si desta operação é muito simples – e muito semelhante ao aluguel de um imóvel, que fica disponível para locação por inquilinos. Imagine que você possui um apartamento que não está sendo utilizado no momento. Ele é de sua propriedade, faz parte do seu patrimônio, mas está vago.

Para conseguir rendimentos adicionais sobre este imóvel sem que você precise vendê-lo, você decide alugá-lo. A partir deste momento, o imóvel fica à disposição até que alguém decide alugá-lo, pagando a você um determinado valor para utilizar este apartamento, lhe gerando rendimentos.

O aluguel de ações funciona de maneira bastante similar. Neste caso, o “locatário” da ação – ou seja, aquele que alugou o papel – é chamado de tomador no mercado financeiro, enquanto o “locador” destas ações é denominado doador.

A partir do momento em que o doador decide disponibilizar suas ações para um tomador e elas são alugadas, um negócio é firmado entre as partes – ficando o tomador com o papel disponível para uso e responsável pelo pagamento de uma remuneração ao doador, que é o verdadeiro dono da ação.

Desta forma, o aluguel de ações permite que o investidor que possui ações para investimentos com horizonte de longo prazo receba um valor adicional por esta operação – além da valorização em si dos papéis que compõem o portfólio de investimentos e de eventuais dividendos pagos pelas empresas às quais o investidor é sócio.

Para o tomador, abre-se a possibilidade de ganhar dinheiro com a queda das ações a partir da venda dos papéis alugados – em um processo altamente especulativo.

Alugando e vendendo ações no mercado financeiro

Como você pode perceber, o aluguel de ações acaba sendo uma operação que oferece possibilidades de ganho para ambas as partes: para os investidores que alugam as ações do seu portfólio para especuladores e para os investidores especuladores em si, que buscam ganhar dinheiro com a queda do mercado por meio da especulação.

Em linhas gerais, para o especulador, o processo de aluguel de ação é composto por etapas bastante simples: ele aluga uma ação que não possui de outro investidor, vende-a no mercado, aguarda a queda nos preços e recompra esta mesma ação no futuro, a fim de devolvê-la ao proprietário. Nesta operação, a diferença do preço de venda e de recompra do papel é de direito do especulador que alugou as ações – ou tomador.

Imagine, por exemplo, que você identifique que uma determinada ação tem o potencial de desvalorização em função de algum fundamento – seja da economia, do negócio, ou mesmo por meio de uma análise gráfica. Você aluga este papel de outro investidor que o possui em seu portfólio de investimento, faz a venda da ação alugada a um determinado preço – por exemplo, a R$ 50,00 – e recompra a ação a R$ 40,00 no futuro, já desvalorizada – ficando com R$10,00 de lucro da operação.

Nesta situação hipotética, o especulador ganhou dinheiro com a operação realizada com a ação alugada, enquanto o investidor foi remunerado pelo aluguel dos seus papéis – recebendo algum dinheiro até mesmo nesta situação de recuo nos preços das ações.

Por que alugar uma ação?

Muitos investidores podem ainda ter dúvidas quanto às vantagens para o tomador de alugar ações de outra pessoa. Afinal, não seria mais fácil comprar seus próprios papéis para operar na bolsa de valores? Neste caso, não seria.

Ocorre que, enquanto o doador vislumbra ganhos em prazos mais longos com sua carteira de investimentos – e tende a construí-la baseado em fundamentos e em seus objetivos pessoais de longo prazo, o tomador tem como objetivo, em geral, acumular ganhos em prazos mais curtos – acreditando na desvalorização daquela ação em específico.

Por conta disso, este tomador aluga um papel que não possui para tentar ganhar dinheiro com a queda das ações sem precisar, na prática, investir dinheiro na compra dos papéis que serão operados. Ao final desta operação, espera-se que o tomador lucre com as oscilações de preços, mesmo pagando um aluguel pela ação utilizada.

Para o investidor que visa o longo prazo, por outro lado, as oscilações de curto prazo nos preços dos ativos não são relevantes a ponto de fazê-lo se desfazer de suas próprias ações – restando a ele, caso seja do seu interesse, ganhar um dinheiro adicional no mercado financeiro alugando seus papéis para quem deseja obter rendimentos no curto prazo.

Se você ainda está em dúvidas se este negócio faz ou não sentido, saiba que fundos de investimento em ações são altamente adeptos à prática de doar ações. Por serem obrigados, por lei, a manter um percentual de suas carteiras em ações, estes fundos acabam sendo doadores de ativos – disponibilizando suas ações para aluguel e rentabilizando o patrimônio do fundo.

Atenção aos riscos

Como toda operação no mercado financeiro, ganhar dinheiro com a queda das ações por meio do aluguel de ações também possui riscos. Quando um investidor faz operações de compra de papéis na bolsa de valores, por exemplo, a expectativa é que estas ações avancem ao longo do tempo.

Se esta expectativa não se concretizar e o papel vir a cair, o máximo que o investidor irá perder será o valor investido nas ações – mesmo se, em casos extremos, seus papéis se desvalorizarem a quase zero. A perda da operação, portanto, estará sempre limitada ao capital investido.

No caso das vendas de ações alugadas, no entanto, o risco envolvido na operação é bastante diferente. Ao fazer uma venda a R$ 40,00 de um papel e aguardar este mesmo papel chegar a R$ 30,00 para recomprá-lo, por exemplo, existem três situações que podem ocorrer no meio do caminho: a ação poderá se desvalorizar, poderá manter-se no mesmo patamar de preço da venda ou poderá se valorizar.

Se a ação se valorizar ao invés de cair, por exemplo, as perdas do tomador serão proporcionais ao avanço do papel no período. Se você vendeu uma ação a R$ 40,00 e esta mesma ação subiu para R$ 50,00 após esta operação, seu prejuízo será de R$ 10,00; se, por outro lado, o papel avançou para R$ 80,00, sua perda será de R$ 40,00 por papel, além dos custos de aluguel. Existe, portanto, o risco de flutuação dos preços.

O locatário das ações também está exposto ao risco de liquidação financeira – uma vez que há sempre os riscos de devolução da ação por meio de pagamento em dinheiro, caso o tomador não consiga recomprar a ação e devolvê-la ao dono do papel.

Desta maneira, é possível dizer que, em uma operação de venda de uma ação, o risco é mais elevado – e é justamente por isso que estas operações tendem a ser mais curtas. Por isso, neste tipo de operação, é fundamental definir o momento ideal de saída da operação antes de mesmo de colocar sua estratégica em prática no mercado financeiro – a fim de evitar que o investidor ou especulador assuma um risco muito elevado.

Conclusão

Apesar dos riscos, ganhar dinheiro com a queda das ações a partir do aluguel de ações é simples e bastante possível – e pode ser um bom negócio tanto para o tomador quanto para o doador: enquanto um busca lucrar com as quedas de curto prazo nos preços, o outro rentabiliza ainda mais sua carteira de ações, ganhando dinheiro sem precisar se desfazer de seus papéis em momentos de baixa na bolsa.

Se você possui uma carteira de ações fundamentalista – de longo prazo e com boas empresas, é importante que você saiba que pode receber, além da própria valorização de suas ações e dos dividendos pagos pela empresa, uma remuneração adicional pelo aluguel de suas ações.

Se você, por outro lado, gosta de operações especulativas, saiba que é possível alugar ações de outros investidores e ganhar dinheiro com a queda das ações no mercado financeiro.

Custódia Remunerada do BTG Pactual

Para quem deseja doar suas ações – ou seja, colocar seus papéis à disposição para serem alugados, o BTG Pactual disponibiliza o serviço de Custódia Remunerada. Para quem é cliente da instituição, basta acessar a área logada do BTG Pactual digital e ativar o serviço.

Uma vez ativado, o serviço coloca as ações do investidor para locação e, quando houver interessados em alugar os papéis, o processo de aluguel de ações é realizado de maneira automática, sem burocracia ou dificuldades para o doador ou ao tomador.

É importante ressaltar que este processo não implica em nenhum tipo de bloqueio das ações. O investidor que detém os papéis pode vendê-los a qualquer momento no mercado, mantendo pleno direito e posse das ações que compõem seu portfólio de investimentos.

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