Coluna André Bona

COE: o que é e como funciona o Certificado de Operações Estruturadas

Você já ouviu falar sobre os Certificados de Operações Estruturadas (COEs)? Regulamentado no Brasil em 2014, o COE é um produto de investimento que vem despertando o interesse dos investidores, mas que também gera muitas dúvidas.

Por se tratar de um investimento que envolve operações em renda fixa e renda variável, muitas pessoas ainda têm dificuldades em entender o que é e como funciona o COE. Por isso, no artigo de hoje, você conhecerá um pouco mais sobre esta modalidade e descobrirá se o COE é ou não um investimento interessante para você.

Continue a leitura e saiba mais!

Afinal, o que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é uma modalidade de investimento que combina ativos de renda fixa e renda variável de maneira a, normalmente, criar uma proteção para o investidor nos casos em que uma determinada posição de investimento ligada a estes certificados não seja positiva.

É possível, por exemplo, que o investidor invista em um COE posicionado em renda variável que permita o resgate do valor principal investido mesmo em situações nas quais as ações alvo desta estrutura estejam em queda no mercado financeiro.

Bastante semelhante às Notas Estruturadas – instrumentos de investimento populares nos Estados Unidos e Europa, os COEs são regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e costumam ser bastante ofertados por bancos e corretoras aos investidores. Para saber se este investimento vale a pena para você é fundamental entender como ele funciona.

Como o COE funciona?

Por se tratar de um título dinâmico e de estrutura complexa, o COE possui diferentes formações. Eles são criados a partir do que chamamos de operações estruturadas, montadas pelos bancos ou corretoras emissoras do título, e contam com um determinado prazo de vencimento – previamente definido no momento da montagem do COE.

Em geral, define-se também um valor mínimo para aplicação e se estabelece um cenário definido de ganhas e perdas, com ou sem capital inicial protegido. Seja qual for o caso, não há garantia de rentabilidade.

Um COE, por exemplo, pode ser estruturado de forma a oferecer ao investidor um rendimento fixo de, por exemplo, 20% caso o índice Ibovespa avance mais de 20% em um determinado período; se o Ibovespa se valorizar até 20% no período, o investidor poderá, por exemplo, receber um rendimento proporcional à valorização obtida. Por outro lado, se o Ibovespa recuar neste período ou se manter estável até o vencimento, o investidor poderá ter seu investimento inicial de volta – não tendo qualquer tipo de perda, mas nenhum ganho neste período.

Tipos de COE

No mercado brasileiro existem dois tipos de COE: o Certificado de Operações Estruturadas de Capital Garantido e o Certificado de Operações Estruturadas de Capital de Risco. Saibam ais sobre cada um deles:

COE de Capital Garantido

Nesta modalidade de COE, o investidor tem a garantia de receber de volta, ao vencimento da operação, seu valor inicial investido. Isso significa que, se você aplicar R$ 5 mil em um COE, por exemplo, você não perderá este valor em nenhum cenário.

O risco, neste caso, é perder o valor real do seu dinheiro – uma vez que ele não terá sido corrigido pela inflação no período em que ficou investido.

COE de Capital de Risco

Neste tipo de COE o investidor tem riscos de perder todo o valor inicial investido na modalidade. A perda, no entanto, está limitada ao capital aplicado.

Se, como no exemplo anterior, você investir R$ 5 mil em um COE de capital de risco, o máximo de perda que você terá serão os R$ 5 mil.

Custos do COE

Para montar uma estrutura de COE, é importante que o investidor saiba que existem custos – que podem incluir travas construídas a partir do uso de opções e outros derivativos, spreads, entre outros. Estes custos não são mensuráveis – como seria o caso das taxas de administração e da corretagem, por exemplo – e, por isso, podem não ficar claros para o investidor.

Além disso, em alguns casos é possível que o investidor tenha que arcar com outras taxas na hora de investir em COE, como a própria taxa de corretagem. Muito raramente, pode haver também a cobrança de uma taxa de performance – como ocorre em fundos de investimento, nos casos em que a rentabilidade do investimento ultrapassa um índice de referência específico.

O investidor, portanto, precisa estar atento não apenas aos custos externos como também aos custos embutidos nesta modalidade de investimento antes de decidir investir em COE. Considerar o custo de oportunidade também é imprescindível neste momento.

Tributação

Quanto à tributação, o investidor deve ter em mente que, independentemente do ativo que compõe a estrutura do COE, a tributação de Imposto de Renda é única nesta modalidade de investimento: definida a partir da tabela regressiva do IR, já conhecida pelos investidores.

Desta forma, as aplicações em COE com prazo de até 180 dias têm incidência de 22,5% de IR, enquanto sobre as aplicações entre 181 e 360 dias incide 20% de IR. Para quem investe entre 360 dias e 720 dias em COE, o Imposto de Renda sobre a rentabilidade é de 15% e, para aplicações com prazo acima de 720 dias, incide 17,5% de IR.

Vale a pena investir em COE?

Uma das maiores dúvidas dos investidores que têm acesso ao COE pela primeira vez é justamente em relação às suas vantagens e desvantagens. Afinal, vale a pena investir em COE?

A verdade é que não existe uma resposta única para esta pergunta. Se o investimento em COE será bom ou ruim para o investidor depende dos objetivos de cada um.

Se o seu objetivo é formar patrimônio, por exemplo, investir em COE de renda variável – com um prazo para vencimento – não me parece ser uma boa escolha. Isso porque, se a sua meta é acumular dinheiro e investir no mercado de renda variável, é importante focar em opções de investimento de longo prazo – especialmente aqueles que não possuam prazo definido para resgate.

Além disso, a baixa liquidez do COE e a falta de garantia de rentabilidade também pode pesar contra esta modalidade de investimento em muitos casos.

Se, no entanto, você é um investidor que ainda tem medo de investir em ações, mas que deseja dar o primeiro passo na renda variável e experimentar um investimento menos arriscado neste sentido, o COE pode fazer sentido.

A escolha de investir ou não em COE, portanto, dependerá exclusivamente do seu perfil individual. O importante é que você entenda como funciona esta modalidade de investimento e que faça suas escolhas de investimento com consciência, ponderando as vantagens, os riscos e o custo de oportunidade desta operação.

Como escolher a melhor instituição para realizar meus investimentos?

Para tomar decisões de investimentos mais adequadas e em linha com seus objetivos, você deve contar com uma boa plataforma digital e assessoria de investimentos gabaritada. Escolher um banco de investimentos conceituado e com expertise comprovada pode lhe ajudar a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o banco de investimentos BTG Pactual pode oferecer.

Se o seu objetivo, no entanto, é realizar compra e venda de ações, basta utilizar o home broker do BTG Pactual digital.

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