Coluna André Bona

Bolsa brasileira em queda livre: o que fazer?

Crises mundiais e eventos inesperados diversos costumam sacudir as bolsas valores de todo o mundo todos os anos. No Brasil, esta realidade não é diferente: basta um acontecimento imponderável para a bolsa brasileira entrar em queda livre, levando consigo boa parte dos ativos negociados na B3 e afetando os investimentos de quem costuma realizar aportes em renda variável.

Quando isso acontece, muitos investidores se veem em uma situação de total angústia, sem ter a menor ideia do que fazer diante da forte queda nos seus investimentos na bolsa. Afinal, o que fazer com suas ações em um cenário de derretimento da bolsa de valores?

A tomada de decisão nestes casos – assim como em quaisquer outras situações – é particular de cada investidor. Pessoalmente, no entanto, acredito que nada deve ser feito diante de um evento inesperado de grande impacto no mercado – o famoso cisne negro. Você compreenderá o motivo deste meu raciocínio mais adiante.

A importância do planejamento nos investimentos

Para entender melhor este conceito de inércia diante de situações imprevisíveis que afetam a bolsa de valores periodicamente, é preciso considerar, em primeiro lugar, a importância do planejamento quanto aos investimentos financeiros.

Se você acompanha meus artigos aqui no BTG Pactual e os vídeos do meu canal no YouTube, já deve saber que costumo sempre destacar a necessidade de um bom planejamento na hora da montagem da carteira de investimentos. E é justamente esta manutenção do planejamento e da estratégia quanto aos seus investimentos que devem sustentar a tomada de decisões nos momentos mais conturbados da bolsa.

O que comumente acontece, no entanto, é que muitos investidores acabam pulando a etapa do planejamento e realizam aportes em ações de forma equivocada – o que resulta, em momentos de queda na bolsa de valores, na perda de uma soma importante de dinheiro que, na prática, acaba fazendo falta para o investidor.

Metas de curto, médio e longo prazo

Suponhamos que você tenha parte do seu capital alocado em ações com o objetivo de buscar rendimentos melhores para uma determinada finalidade de curto prazo, como uma viagem ou o pagamento de uma festa de casamento, por exemplo. Você conta com cada centavo daquele dinheiro investido e, em uma situação inesperada de forte queda dos ativos nos quais você investe, o que lhe resta – além da perda de capital – é apenas angústia e até mesmo desespero.

Esta situação hipotética, mas bastante real para muita gente, pode ser facilmente evitada pelos investidores com a realização de um bom planejamento e a alocação correta. Investimentos em ações devem ser realizados somente quando os objetivos do investidor são de médio e longo prazo – e jamais para metas de curto prazo.

Ao realizar uma alocação correta na renda variável você evita que movimentos bruscos no curto prazo – como o derretimento da bolsa brasileira na crise dos subprimes nos EUA, em 2008, a crise na Grécia, em 2010, e até mesmo a paralisação dos caminhoneiros no Brasil, em 2018 – afetem seus investimentos. Isso porque seus investimentos estarão alocados de acordo com suas metas de curto, médio e longo prazo.

Para formação de uma reserva de emergência, por exemplo, o ideal é ter ativos mais líquidos e conservadores, que formarão – assim como no caso de um time de futebol – sua defesa no campo dos investimentos. O investimento em renda variável, neste mesmo cenário, seriam os seus jogadores de ataque, que devem ser definidos após a defesa estar bem sólida e estruturada.

Conhecendo seu perfil de investidor

Movimentos de forte queda na bolsa de valores também evidenciam a necessidade de o investidor conhecer seu perfil enquanto investidor para realizar seus aportes corretamente. É impressionante o número de pessoas que investem na bolsa sem ter o perfil necessário para suportar as grandes volatilidades deste mercado.

Em situações inesperadas, que levam as ações a despencarem, estes investidores – normalmente muito otimistas com o mercado, sem levar em consideração as adversidades comuns da renda variável – acabam perdendo para a ansiedade, desfazendo-se erroneamente de suas ações por conta da perda momentânea do capital. Por outro lado, quem possui uma estratégia bem definida e consolidada quanto aos seus investimentos, passa por situações de alta volatilidade sem grandes sustos, com a certeza de que seus investimentos seguem o planejamento traçado para médio e longo prazo.

Encontrando oportunidades no acaso

Para aqueles investidores que sabem exatamente o que fazer em momentos de queda na bolsa, no entanto, há oportunidades para realizar uma ação bastante específica: a de encontrar oportunidades diante dos cisnes negros que aparecem no mercado. Nestes casos, pode ser que o investidor encontre boas oportunidades para compra de ações que estejam em baixa momentaneamente para compor sua carteira.

Independente de haver ou não oportunidades para compra de ativos com a bolsa em queda ou da escolha do investidor em aproveitar ou não estes momentos para ir às compras, o importante é sempre manter o planejamento em relação aos seus investimentos e seguir a estratégia traçada para sua carteira de ações. Esta será, em qualquer situação, a melhor decisão que um investidor consciente pode tomar.

Como escolher bem os seus investimentos?

É sempre importante lembrar que, para tomar decisões adequadas ao seu perfil enquanto investidor e em linha com seus objetivos é importante contar com uma boa plataforma digital e uma assessoria gabaritada, que possa ajudar você a encontrar as melhores opções de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal.

Por isso, minha recomendação é a plataforma do BTG Pactual digital, onde é possível ter acesso a produtos de diversos bancos e contar com toda a expertise de mais de 35 anos em investimentos e gestão de recursos que só o BTG Pactual pode oferecer.

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