RTI: Continuamos esperando que a Selic estacione nos 7%

O recém-publicado Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central reforçou as impressões que o mercado já tinha sobre os próximos passos do Copom.

Primeiro, reafirmou a intenção de fazer um corte de juros um pouco menor em outubro, de 0,75 ponto percentual. Reafirmou também que pretende encerrar “gradualmente” o ciclo de cortes, o que apoia a expectativa de mais uma redução, de 0,5 ponto, em dezembro.

Além disso, indicou que uma Selic de 7% ao longo de todo o ano de 2018, com uma modesta elevação (para 8%) somente em 2019, manteria a inflação bem próxima das metas dos próximos três anos (que são 4,5% em 2018, 4,25% em 2019 e 4% em 2020).

O relativo conforto desses cenários pode abrir caminho para uma Selic ainda mais baixa no ano que vem, embora apenas ligeiramente – digamos, 6,75%. Seria a primeira vez na história em que a taxa entraria na “casa” dos 6%.

Por outro lado, uma taxa ainda mais baixa do que isso – mais perto de 6% do que de 7%, por exemplo – começaria a pressionar a inflação projetada para 2019 e 2020. Teria, assim, a desvantagem de exigir que a Selic voltasse a subir mais cedo, e talvez mais intensamente.

Continuamos esperando que a Selic estacione nos 7%, que já seria um recorde de baixa, mas vemos uma probabilidade crescente de que caia um pouco (não muito) mais.

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