Análises

Os 5 gráficos do 1º semestre de 2017

Na última sexta-feira, dia 30 de junho, teve fim o primeiro semestre do ano, para o bem ou para o mal. No meio do turbilhão político e econômico em que vivemos atualmente, vemos o presidente Temer manter o poder até o final do mandato, porém sem a força política necessária para aprovar as reformas necessárias. Com o enfraquecimento do atual governo, as discussões sobre quem irá assumir o poder em 2018 tomam lugar. Mesmo no meio desse cenário incerto, o índice Bovespa manteve-se acima do patamar dos 60 mil pontos, segurado principalmente pelo fluxo estrangeiro positivo.

Gráfico 1 | Índice Bovespa no primeiro semestre

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 Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

COMMODITIES

O minério de ferro apresentou grande volatilidade no primeiro semestre, chegando ao valor de US$94,86 em 21 de fevereiro e na mínima de US$53,36 em 13 de junho. O preço por tonelada fechou o semestre em US$64,95 por tonelada, porém a nossa expectativa é que o preço convirja para o valor de US$50 por tonelada, dado a sobreoferta do minério no mercado mundial, causada pela entrada de novas operações e pela estabilização da demanda, principalmente no mercado chinês.

Gráfico 2 | Minério de ferro no primeiro semestre de 2017 (US$/tonelada)

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Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

O petróleo WTI atingiu sua mínima em 21 de junho, alcançando o patamar de US$42,53 por barril, devido à pressão causada pela produção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos, que se contrapôs aos esforços dos países membros da OPEP de cortar a produção. O consenso é que o preço do petróleo não deve cair abaixo da barreira dos US$40, dado o breakeven da produção do petróleo de xisto e o possível impacto negativo na oferta da commodity abaixo desse preço.

Gráfico 3 | Petróleo (WTI) no primeiro semestre de 2017 (US$/barril)

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Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

MOEDAS

As moedas estrangeiras, dólar, euro e yuan, começaram o ano perdendo força contra o real, passando por um período de estabilidade, até a chegada da delação premiada de Joesley Batista, controlador da JBS, no dia 18 de maio. Desde então, com a crise política no primeiro plano e o aumento da incerteza, o câmbio manteve sua trajetória de depreciação, chegando próximo ao patamar do dia 18 de maio.

Gráfico 4 | Moedas contra o real no primeiro semestre de 2017

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Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

SELIC

Como já esperado pelo mercado nesse ano, a taxa SELIC seguiu sua trajetória de queda, reunião após reunião do COPOM. O consenso é que o taxa básica de juros feche o ano em 8,5%, com um corte de 0,75% em julho, seguido por dois cortes de 0,5%, em setembro e outubro.

Gráfico 5 | Taxa SELIC no primeiro semestre de 2017

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Fonte: Bloomberg e BTG Pactual

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