Análises

Análises e Ideias – A hora do crédito corporativo

A alocação em crédito corporativo continua crescendo

A indústria de fundos tem passado por uma mudança na maneira como historicamente aloca seus investimentos em renda fixa. Desde 2016, nota-se uma retração da alocação em títulos de bancos, em grande parte puxada pela escassez de emissões desses instrumentos no mercado – o estoque de letras financeiras no sistema, por exemplo, registrava em Out-17 uma queda de -13,0% a/a. Analogamente, o volume mais fraco de emissões de dívida de empresas no mercado de capitais local vinha contribuindo para a queda da exposição a crédito corporativo (como debêntures e notas promissórias). A diferença é que no caso do crédito corporativo, começou a haver uma mudança na tendência de queda.

Gráfico 1 | Investimento dos fundos em crédito corporativo e financeiro (% do patrimônio)

Fonte: Anbima e BTG Pactual

No mês de setembro, o crescimento na alocação dos fundos de investimento em crédito corporativo marcou o segundo aumento consecutivo, atingindo 3,3% do patrimônio total de renda fixa alocados nesses fundos. A alocação nesse tipo de ativo somou R$ 112,1 bilhões, um dos maiores valores da série histórica. Porém, se compararmos o valor atual com a média dos últimos anos, a porcentagem aplicada nesse tipo de ativo ainda está bem abaixo da média de 4,27%, valor registrado entre 2011 e 2016. Para que o valor atual fosse igualado ao da média histórica, precisaríamos de um aumento nominal de R$ 33 bilhões em alocação em crédito corporativo.

Tabela 1 | Captação Líquida por categoria de fundo de investimento (em bilhões)

Fonte: Anbima e BTG Pactual

 

Emissão de dívida local no mercado de capitais se recupera

A maior alocação em crédito corporativo pelos fundos de investimento acompanhou o aumento do volume de emissões de dívida local. Entre janeiro e setembro desse ano, as emissões alcançaram o valor de R$ 56,4 bilhões, em torno de 3,9x o volume emitido no mesmo período do ano passado. Emissão de debentures tradicionais, sem incentivo, acumulam R$ 31,7 bilhões, o dobro do que foi emitido no ano inteiro de 2016.

Tabela 2 | Captação Líquida por categoria de fundo de investimento (em bilhões)

Fonte: Anbima

Ritmo mais fraco de captação para os fundos de investimento

A queda da representatividade do crédito (financeiro e corporativo) nas carteiras vinha sendo acentuado pela forte figura de captação dos fundos de investimento. No ano, a captação da indústria de fundos acumula R$ 222,9 bilhões (5,94% do Patrimônio líquido) contra R$ 82,0 bilhões (mesmo período do ano passado). Em setembro, a captação líquida dos fundos de investimento totalizou R$ 1,6 bilhões, representando um total de 0,04% do patrimônio líquido. Pelo o que foi observado, existe uma tendência de desaceleração no ritmo de captação, porém mesmo com os dados desanimadores a captação líquida foi positiva, diferente do registrado em setembro do ano passado (quando a indústria registrou resgates líquidos de R$ 5 bilhões).

Gráfico 2 | Captação líquida da Indústria de Fundos

Fonte: Anbima e BTG Pactual

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