Mercado Imobiliário - Nov 2017 | ed. 01

Em outubro, Itaú cortou a taxa de financiamento imobiliário em 20 pontos base, trazendo a mesma para 10,5%+TR ao ano. Além disso, empréstimos para o mercado residencial subiu 8,2% em setembro em relação ao ano passado, na comparação mensal, para R$ 3,4 bilhões, mas ainda estamos 2,9% abaixo do ano passado na comparação acumulada no ano. Os fatores macroeconômicos que ajudam na recuperação no setor residencial, como maior disponibilidade de credito e taxa de empréstimos mais baixos, continuam mostrando melhora, porém mais devagar do esperado.

Itaú corta a taxa de juros em 20 pontos-base em outubro

Em outubro, o Itaú cortou 20 pontos-base na sua taxa de juros, chegando na taxa de TR+10,5% ao ano. Os outros principais bancos brasileiros (Caixa, Bradesco, Santander e BB) mantiveram as taxas sem mudanças. Agora, todos os bancos estão cobrando praticamente a mesma taxa, ~TR+10,5% ao ano.

A análise consiste em simular a compra de uma unidade residencial no valor de R$ 500.000,00, por um indivíduo com ganhos mensais de R$ 10.000,00 e com relação com o banco.

As altas taxas de juros no financiamento imobiliário têm sido uns dos principais motivos do enfraquecimento nas vendas de imóveis. A queda nas taxas é necessária para uma melhora do setor, porém isso deverá acontecer apenas quando a captação da poupança voltar a melhorar.

Gráfico 1 | Taxa de juros cobrada pelas instituições financeiras (taxa + TR)

Fonte: Site dos Bancos citados e BTG Pactual

 

Financiamento residencial cresce 8,2% a.a. em outubro, para R$ 3,4 bilhões

A Abecip reportou que o financiamento residencial (financiamento imobiliários + financiamento de construção), originados com fundos da poupança, aumentou 8,2% a.a. em setembro, para R$ 3,4 bilhões. No ano, o financiamento ficou 2,9% abaixo do valor registrado ano passado, atingindo a marca de R$ 32,6 bilhões.

Os financiamentos imobiliários cresceram 8,2% a.a., para R$ 2,7 bilhões e financiamento voltado para a construção subiu 8,1% a.a., para R$ 700 milhões.

Os números ainda permanecem fracos, com crescimento baseados em dados passados fracos e o setor ainda sofrendo com fraca demanda por imóveis residenciais novos e taxas de empréstimos ainda altas. Entretanto, com uma recuperação potencial da economia, podemos começar a ver uma retomada na venda de imóveis residenciais. Achamos que essa retomada possa vir no segundo semestre de 2018.

Gráfico 2 | Financiamento de construção e aquisição de imóveis residenciais

 

Abrainc/Fipe reportou alta de 21% a.a. na venda de imóveis residenciais

A Abrainc/Fipe, em parceria com 20 construtoras, reportaram os dados do mercado residencial em agosto. Os principais destaques foram: (1) 4.900 unidades lançadas (+6% a/a); (2) 10.419 unidades vendidas (+21% a/a); (3) Estoques de imóveis caiu 4% a/a para 112.000 unidades (~15 meses de vendas líquidas).

Segmentando os resultados:

–  Residências populares novamente mostraram fortes vendas, sendo negociadas 6.325 unidades (+26% a/a). Por outro lado, os lançamentos desaceleraram 14% a/a, para 2.410 unidades.

– As vendas residências para média e alta renda tiveram crescimento de 18 a/a, para 3.288 unidades, e os lançamentos subiram 21% a/a, para 1.990.

Mesmo vendo notícias positivas para o mercado imobiliário residencial de média/alta renda, acreditamos que ainda demorará algum tempo para vermos uma recuperação consistente. Do outro lado, o mercado popular de imóveis residências se encontra em uma situação melhor e deve continuar melhorando.

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  1. A recuperação do setor imobiliário, assim como outros setores terá forte influência das eleições em 2018 na minha opinião.